segunda-feira, abril 13

Sou a primeira vírgula daquela frase, que não  espera o ponto final para concluir o parágrafo. Me enterneço de reticências, porque me refaço de continuidades. Nunca findo, pois até as tristezas passam, sem precisar que se conclua, apenas se (re)estabeleça. Não sofro mais da síndrome das histórias inacabadas, sou leviana aos casos, porque de acasos a gente vive. E se não esperarmos por novas chegadas, não nos permitiremos, não nos significaremos. A minha identidade também tem crises, porque, o que queria ontem, nem sei mais se hoje existe, nesse mundo louco, deslocado de tudo que a gente diz não acreditar, confessar, mas vive. Entender quem eu sou é difícil até pra mim, quanto mais pra você que, supostamente, acha que me conhece. Dane-se o alicerce da lucidez. Eu quero é a vida transgredida de felicidade.