terça-feira, fevereiro 14

Novas formas

As pessoas podem e devem continuar sendo um desafio à ciência. Somos seres capazes de nos reinventar a qualquer momento, a qualquer maneira. Basta querermos aprender, e esta é uma capacidade peculiar que todos nós temos, cada qual à sua maneira, à sua limitação.


Não importa o quanto o outro desacredita na sua mudança, o que vale são as suas ações, o seu espírito de consciência que demanda maneiras novas de conduzir a vida.

O fraco vai perceber que você não mudou no seu primeiro deslize, o forte e verdadeiro vai observar os pequenos detalhes da sua mudança e vai torcer por você, por sua força de vontade.

Não acredito que as pessoas são seres estagnados, uma perda, uma ferida, uma cicatriz aberta, uma queda, um deslize, um erro pode muito bem nos ensinar uma maneira nova de sermos, e, com ela, aprendermos a estarmos.

Somos dotados de sabedoria. A leitura das nossas fraquezas, dos nossos erros começa com um exercício reflexivo do não repetir, do querer ser melhor. Se eu possuo uma ferida, por melhor cicatrizada que ela esteja eu vou cuidar para que ela não doa de novo, para que não tombe pelo horizonte errado e me faça sentir aversão das minhas escolhas.

Não há como quebrar o espírito, mas há como romper barreiras que nos impedem de sermos melhores, de nos aperfeiçoarmos na mesma espécie do eu que nasceu, cresceu e por mais tempo de vida que tenha, ainda pode mudar.

Se aprendermos a lapidar a nossa vida com amor, bons pensamentos e perseverança, nenhuma outra maneira há de nos dizer o contrário. Se você não acredita que as pessoas mudam, comece a entender que elas se aperfeiçoam, e, isto já é um pequeno passo para uma mudança em você.

Acredite no outro, por mais sujo que o mundo seja, sem expectativa e esperança, nós somos nulos.