segunda-feira, outubro 3

Aterros





Quase tudo na nossa vida está associado a um processo de reflexão quanto ao sentido daquilo que permitimos. Pelo menos é assim que eu consigo interagir, e levar à frente a prática com a teoria.

Verdade que muitas coisas são pretensamente banalizadas para não darmos tanto enfoque ao lado sério e responsável com a qual temos que agir e reagir diante de certos fatos.

Esta é uma estratégia que burla os ditames protocolar do nosso cotidiano. São reflexões que nos fazem perceber os encaixes necessários.

Estes encaixes são pessoas, sentimentos, situações que passam a ocupar espaços e causam peso, não nos acrescentam nada, por isto, é necessário verificarmos até que ponto estas ocupações nos fazem bem, para quê mantê-las?!

 Há decisões que são tardias, mas que só depois de tornarem-se calejadas é que nos damos conta do seu vencimento, do vazio da permissa.

Nada mais justo do que nos darmos a oportunidade de esvaziarmos espaços e nos colocarmos mais dispostos àqueles que verdadeiramente podem e devem fazer parte da nossa História, por pertencimento e pela certeza de que são pessoas que nos acrescem, nos causam uma medida excessiva de ocupação sem sentido.   

Estas reflexões nos levam a perceber  não apenas o mal que o outro nos causa, mas o mal que causamos ao outro, por isto, é necessário distanciamente e partidas.