domingo, março 20

O novo de novo.


No meio do meu caminho você surgiu. Apareceu do inacabado daquela hora, do fim do dia cansado e trôpego.

Você, menino, que ainda não posso revelar o nome, de uma hora para outra tomou o meu espírito de uma esperança ingrata. Não estava nos meus planos te encontrar nesse tempo, no teu beijo disfarçado de cura, nos teus olhos marejados de desejo.

Trouxe a saudade aliviada, a maturidade dos meus atos, colocou vida novamente nos planos. Renovou as fugas e as rotas.

Naquele lugar fatigado de decepções corriqueiras e sem graças, você alivia a dor da espera e me traz a claridade paciente de conviver com o aperto das partidas e a felicidade das chegadas.

É por isto que todos os dias eu te espero chegar de novo, no meu abraço que já é teu.