domingo, março 20

Pelas Terras de Vera Cruz

Há o que não existe por aquilo que melhor seria. O verbo, a carne, a maneira predisposta que nos compõe nesse vão que liga dois simples espaços, complexos ditatoriais que nos deixam introspectivo das emoções que não queremos reter. Realidade imperativa, imaginação flexível
Eu, por vezes, despercebida das minhas inquietações, reflito à minha espera o bem querer do meu NÃO, com a facilidade instantânea do meu SIM.
Não sei como me basta ficar por ficar quando permanecer é preciso, quando o buscar , já não é mais uma ação cotidiana das fases e faces que no meu intimo, desejo encontrar. De nada marcado, encontros inacabados e feitos de pura sintonia.
E se me rendo, te peço: Não fala nada! Me abraça e me beija com o teu olhar, me toca com as tuas palavras e me leva de novo daqui...
O tempo que nos causa, também nos ensina. Emoções à flor da pele dilaceradas pela vontade de um futuro mais realizável e pactuado com o amor – amigo torto e fidedigno -.
Encaixo-me não apenas naquele espaço que delimitei, dali eu levo a felicidade de esperar em vida e poder (re) planejar com cada novo sol o nosso encontro.
De volta para casa, neste avião escuro e desacompanhada – apenas da tua presença física – me vejo na expectativa do amor que me veio à mente com a tua companhia diária e inesperada, com o teu pedido de casamento desajeitado e de brincadeira, mas que me saltou os olhos e o coração.
O menino soteropolitano que chegou despercebido me instalou o pretenso desejo de me deixar ficar, sem precisar voltar para qualquer outro lugar que não fosse o seu abraço apertado e feliz.