domingo, novembro 7

RETORNO A SOCIEDADE


O futuro quase sempre planejado deve ser porta de entrada para cada novo dia, principalmente no processo de educação que pretendemos estabelecer na criação dos nossos filhos.
Os pais têm retirado da vida das crianças aprendizagens de extrema importância para uma boa conduta moral, e, digo isto, porque a perversidade e o estigma dos comportamentos têm sido despertados muito antes destes indivíduos serem alfabetizados.
Parece ser brincadeira, mas o prazer de criar os filhos de sexo masculino para tornarem-se "machões", "pegadores" de menininhas tem roubado a cena dos discursos malandros bastante precoces. A figura paterna, nesse momento, se coloca rumo ao fato de que o homem não deve se apaixonar, não deve ser de uma única mulher, além de ensiná-lo a ser frio e cafajeste. Exagero? Converse com metade das mulheres de hoje e pergunte a elas os problemas dos relacionamentos terminados?! Grosseria, traição, cinismo, frieza, falta de cordialidade... O caso tem se tornado sério e a ausência materna nesse processo de construção de um bom comportamento, de uma educação menos preconceituosa e autêntica tem sido indispensável.
Nas mentes preconceituosas, o homem não deve ser sensível, deve ser rude. Não pode ser romântico, tem que ser frio. Não pode ter uma única mulher, têm que ter três (no mínimo). E, caso ele erre, caso não tenha sido ele o mandante do crime "fim", o orgulho deve ser perene, além dos itens de sua cesta básica de solteiro: egoísmo, bebida, festa, mulher e sexo. Companhia vazia, mas a memória cheia, ainda cheia de amor.
Mas o fato é que no fundo muitas mulheres gostam. Aprenderam a se adaptar e até mesmo a caírem na malandragem dos estereótipos cafajestes, uma pena. Eu ainda prezo por uma boa educação, por um homem cortês, que saiba partilhar de momentos, surpreender com flores, com ligações, que tenha o romantismo presente, mesmo depois da trigésima briga. Perfeito? Não, humano. Homem educado tá em extinção. Cordialidade faz falta!
Qual o problema de criarmos os nossos meninos para serem homens de verdade, para cortejar suas mulheres, para serem delas como elas serão suas? Por que o sonho romântico tem que fugir da pauta e a gente se adaptar com a loucura da solidão, do estar solitário entre gentes? Nos acomodamos com a perversidade do mundo, com os relacionamentos imaturos e insensatos de aceitarmos todo e qualquer tipo de comportamento, numa destemperança transloucada.
O meu retorno a sociedade, a minha parcela de contribuição para um mundo menos desiludido, infiel, despreocupado, será criar o meu filho para ser um homem de verdade, um homem a moda antiga, em que o amor ainda faça parte dos projetos futuros, da construção de uma família. 
Ele será livre para fazer suas escolhas mas, garanto que todas elas muito bem orientadas. Este é um papel indispensável das mães, assim como à escolha dos seus maridos. O filho geralmente torna-se copia das atitudes de seus pais, um homem comedido, bem sucedido, fiel, honesto, cortes, cavalheiro depende bastante da participação que a sua família tem. Por isto meninas, eis o meu compromisso, não podemos perder a esperança em pleno século XXI.
Em meio a ditadura da solidão, dos relacionamentos vazios e infelizes, eu buscarei conquistar um meio mais maduro de fazer valer o amor e a esperança de que homens românticos voltarão a existir.
Pelo menos, farei a minha parte. Reascender estrelas, o futuro precisa ser enamorado.
Compromisso firmado