domingo, novembro 28

AO QUE FICOU...


João Pessoa, 27 de outubro de 2008.

Hoje acordei com o seu cheiro e foi uma overdose de lembranças que tomou conta de mim e do meu travesseiro.

Não tenho compreendido muito bem a sua falta, talvez pela forma como você conseguiu se reaproximar nesses últimos tempos, isso tenha me levado a te querer de novo. O nosso amor limitado pela distância nos ponderou de nos unirmos da forma que desejávamos, por isto, rumos trocados.
Não sei bem como conjugar o verbo, só sei que a sua partida sempre doeu em mim. Nós imaginamos cenas que não existiam, inventamos romances sorrateiros para nos esquecermos, em vão.
Te encontrar de novo foi como aquele 27 de outubro de 2007: ansiedade, expectativa, olhos brilhando , mãos frias, coração na boca. Só Olinda sabe das nossas juras, do nosso amor.
Não foi loucura nos amarmos daquela forma, foi loucura não acreditar no seu amor desde cedo. Você e o pecado da sua inocência, os seus atos comedidos de zelo, dedicação e coragem. Ficar perto de você é salvação para os meus dias contrariados, a sua paz me conjuga.
A minha melhor fuga era seu abraço, partir pelos 120 km querendo te ter pra mim e dias depois voltar para casa entristecida por não te ter mais fisicamente (consequência)... No caminho entre nós dois, a tristeza das partidas. Deve ser por isto que nos amamos tanto, pelo reencontro, pela permanência ansiosa da nossa paixão.
A decisão mais contrariada foi a do seu impulso, da influência e do nosso desencontro naquele dia em que tudo era tão especial: foi o fim e o inicio. Os seus emails e ligações foram suprimidos pelo meu orgulho, mas toda essa confusão foi o apelo de Eros para que, enfim, ficássemos juntos.
O ciclo do nosso amor é ocioso, silenciamos e deixamos que o tempo sempre nos encontrasse. Os planos construídos, a memória trocada e aquelas músicas que me trazem você de volta a qualquer momento reconstroem o tempo perdido e nos deixam perfeitamente capazes de não entendermos nada. Mas, quem sou pra você, quem você é pra mim, ninguém à nossa volta nunca esqueceu, quanto mais nós dois?!
Presente e futuro são as nossas propostas, o rompimento daquele não que nos perseguiu por trocarmos o que sentíamos, não adianta mais. Sem medir, sem implorar, sem fingir, a paixão tomou conta das nossas decisões e desse convívio ainda sistemático de planejarmos sempre o nosso próximo encontro.
De todos os amores que tive, o nosso carinho e respeito é a maior arte da nossa convivência, tão proporcional ao nosso afeto... Tão cheio de lembranças marcadas pelas canções que nos conjugam, Roupa nova, Jason, Bob Dylan, Cássia Eller... Eu sei, eu te espero, eu ainda te quero... E é por isso que ainda te permito entrar na minha vida e ficar, sem volta, sem apelo, mas com amor, sempre, muito e tanto amor. Não nos perderemos mais... prometo.