domingo, novembro 15

Espaço aberto.

À espera imediata do teu sorriso- imprudente - de esmiuçar o que para ti não tem nada de sério.

Outras coisas simplórias me apetecem o juízo, causa dor de cotovelo, deixa-me às margens do lado bobo / infame de tua subordinação.

Faltou coragem ao dizer. Da força de minha força, extraía apenas o que aprendi com nossos fatos. Sim, tenho mágoas contornadas no lado de fora do coração, marcadas, embora, afagadas de esperança.

Lembro que contei para todos ao teu redor da felicidade inexistente de meus dias, e da estorinha do esquecimento do teu nome. Não havia sentimento onde só existia você.Era tirinha, cinismo, brincadeira e conto que não contei a ninguém que não fosse parte de mim.

Hoje o que falo são verdades, e ainda que queiras acreditar que tudo possa ser mentira, vivo num colorido mágico, onde me entrego cada dia inteira, para que não esqueça nenhuma parte de mim.

Não tenho o ego submerso nessa tua procura que poderia me deixar de peito lavado, ao contrário, se exalo carinho é por saber conduzir a tua inquietude de saber que não mais te pertenço, que a tua caixinha de vidro-onde bem me guardavas- foi quebrada pelo tempo, e assim, escapei.

Não te esquecer, afirmativa quase suspeita e inteligível para nós, não traduz que tens em mim lugar a parte à saudade. Te tenho em mim nas lembranças, no lado cinza das histórias de amor que acabam em lágrimas e nos faz aprender a apostarmos em nós mesmos, antes de mais alguém.