terça-feira, outubro 27

Relutância

(...)À noite, em sua contemplação infinita às estrelas, encontrou em olhos cor de mel, uma estrela cadente, carente de pedidos. E, sem poder resistir, retirou a máscara, as vestes, e fez da Lua, o lado constante de todas as estações, o seu escudo.

Naquele habitat de São Jorge, onde o homem se desarma na magia infinita de sua fases, procurou ser crescente, nascer com os outonos, desabrochar com a primavera, lapidar-se com o inverno, e, quando preciso, ultrapassar nuvens densas, dias nublados, feito a força do sol que não desiste, mesmo que a chuva caia.

Foi aí, que ela passou a permitir chegadas e fez de seu coração sua sala de estar, num arrebol de sentimentos e emoções.