segunda-feira, outubro 26

O conselheiro de si.

Ilustração por Luyse Costa.

"O tempo voa, vira fumaça, as vezes não parece, mas tudo passa..." (Dudu Falcão)

Conte segredos, confesse a confusão que se passa por dentro e a distância que tudo isto causa entre o ego e coração.

Não permita que entrem na sua vida para fazer você se perder em si, e deixar que ela se encarregue de te trazer de volta.

Viva o passo, as pegadas feitas pelos traçados dos pés que seguem em frente, sem esse medo de que o fim seja preciso, antes mesmo do início.

Seja fatigado de emoções, e, mesmo assim, ainda saiba viver só. Prefira a busca desse labirinto tedioso do que ter de ficar a esmo das decisões. Paixão não alimenta coração, nem há tempo definido para que o amor aconteça. Não deixe que subestimem o que tens a dizer .

Não adianta, (re)viver o passado já não trará os mesmos sentimentos, nem a espécie de amor que se acredita existir. Acredite no presente, no que se tem ao lado, tenha paciência com a irreverência do outro.

Descuido serve de lição, maneiras de não dizer, e despedidas dão imunidade ao coração, esta batalha também se vence em parceria com o tempo. Hoje, queira quem te quer, embora, na sua autosuficência seja difícil acreditar.

Tenha respostas na realidade, não precisa mais inventar, criar o que não existe para, quem sabe, conseguir o que quer. Agora o amor, de fato, existe.

Aquilo que passou, pquilo que passou,ato, existe. tem ao lado,o pela certeza que temos quando tudo passa, quando o outro se encontra, e a gente se assou. Descuido faz a gente pagar caro pela certeza que temos quando tudo passa, quando o outro se encontra, e a gente se perde.

A memória é um abismo, não queira acreditar nas lembranças para forjar saudade, afaste-as do seu cotidiano, livre-se da falta que ela faz.

Chegou a hora de pôr os acontecimentos em ordem cronologica. O presente é agora, o futuro vem mais adiante, e o passado a gente põe na primeira caixa vazia que se encontrar pela frente. De lá, selecione o que te faz bem, mas livre-se das promessas. O resto deixe trancado à sete chaves, se precisares abrir novamente, resgate apenas o que te fará feliz, e deixe novamente aquilo que não volta mais.