domingo, setembro 20

Dilúvio

O fundamento deste sim é a junção do introspectivo com a profusão de atitudes expostas à pele. Na complacência deste corpo, e em suas extremidades, me reveste de pertinência o meu lado cálido, a perversidade do meu intimo aflorado entre os desejos pecaminosos e os diálogos inocentes, cheios de cuidado, sutiliza, formas extraordinárias de bem dizer por quanto se vive.

Na superstição, o branco é a cor da relva interior que reveste os pensamentos. Neste espírito em paz, o santuário do corpo estabelece a relação necessária às contradições versadas entre a carne e a alma.

Buscastes o eco de tuas decisões dentro de uma acústica imprópria. Dentro de ti mora uma única voz, onde o retorno do som chega com as tuas respostas. Quando se cala pra pensar, o ser é inundado por um nicho de palavras que se desvendam pelo corpo, e descobre-se que até mesmo o silêncio é enfeitado por análise sintática.

Não sei onde começar a calar, nem se quero, tenho vivido de maneira estridente, eu tomo goles de letras, e me embriago de frases. Depois, vêm a contextualização, a narrativa de muito esmero, residente da rua dos bobos, casa dos apaixonados, onde o número é zero.

A gente se apaixona neste sentido, acreditando ser o primeiro, o último, o único, buscando silêncio com respostas, e, inevitavelmente, fazemos mais perguntas que tudo. Ontem eu apenas descobri o meu Sim, e nele me vi em velocidade, renovada, intacta, em cores de uma única frase: Você é meu SIM, e isto está composto de sentimentos com sentido. No inverso do que nos move, a minha boca te ver e os meus olhos te beijam.

SIM, te peço, me faça em silêncio...