sábado, maio 16

(Des) apego.

Grave e leve de mim as palavras que mais te tocaram o coração. Não, não estou a dizer que seja somente aquelas que te fizeram sorrir ou aliviar . Sele e tire daqui as que mais fizeram (re) pensar no que poderia interpretar de tudo que vivemos.

Eu e Você nas entrelinhas escancaradas da nossa história. Viva e me deixe ir, o meu exercício diário já não me leva a preocupação de querer entender o porque de tua vulnerabilidade, nem muitos menos das condições no qual nos encontramos hoje.

Ao teu lado, a cruel maneira de me querer por dentro, ainda que por fora deseje o meu encontro que há tempos não acontece.

Fui fiel a mim, aos meus propósitos, e, principalmente, a tua cara que ainda não foi lavada pelas tuas visitas diárias ao meu escaninho.

Eu sei das tuas preces e dos teus pensamentos que ainda voam na minha intocável solidão, por querer saber por onde anda meu coração divagado e propenso a tantas metamorfoses.

Não tenho pressa, estou ocupada e numa fase que tem me feito crescer, por isto, só agora é que lembrei de te avisar, que as tuas palavras não são invisíveis, e embora não escolha me dizer, eu sempre sei quando você estar por perto...

Vai, me deixa aqui. A tua opção que embora foi conjugada, é tão mais só do que a minha, por isto, não se descuide, enquanto você não se dá o trabalho de ser honesto com suas lembranças, te mostro o meu relicário, sem medo de dizer, o quanto estou feliz...