sexta-feira, abril 3

Com asas

"Ser feliz me consome muito."
Quando sol inicia o seu trabalho de trazer ao dia todo o seu encanto, a minha capacidade de ser feliz se aflora e deixa o meu sorriso ser espaçoso por ai. Leve, por dentro e por fora. Ninguém se atreverá a censurar esse momento em que me sinto levitar por um mundo de nada habitual, mas meu, em que me disponho a fazer valer a pena tudo, absolutamente tudo que faço. Estou renovada numa esperança aguda que me fez conferir novamente todos os meus planos e (re) enfeitar todos aqueles em preto e branco. A foto que mais gosto esta fixada na minha parede direita a cama e sorri pra mim como se entendesse o meu espírito. O meu reflexo é o Deus que habita em mim, e que me dá forças para levantar a cada dia num combate novo as energias que me cercam. Não há mais saudade para incomodar e encher de questionamentos cansativos, lembranças dispersas e sorrisos largos quando lembro das loucuras cometidas, mas nenhum arrependimento. E o que um dia pra mim era “amor”, a única história que seria diferente de todas que vivi, se tornou tão obsoleta quanto. De nada adiantou, apenas me restou contribuições para massagear, sem pretensão, o meu ego e ter certeza do quanto merecia mais, muito mais. Sou EU de novo pela vida, pensativa, em um momento de aperfeiçoamento e coragem sem mais definições a dar. Sair de dentro de mim, por mais paradoxal que seja, foi libertar as minhas entranhas das ervas daninhas do meu coração, habitat dos bons sentimentos, mas local fatigado de tantas emoções. Agora o seu ritmo está certo, e o amor que antes me dava ansiedade, se acalmou em meu peito por estar aprendendo a gostar de mim de maneira toda apaixonada. E ao sorrir, você sentirá que toda a minha felicidade voa alto, muito alto por ai...