domingo, fevereiro 1

Dias de "sol" que se vão.

Surgiu em mim e foi como realçar todas as arestas desfiguradas que me saltavam as linhas daquele espaço todo delimitado que nos dá inspiração. Nesse modo de viver, nessa maneira de querer resgatar o momento para ser hóspede de sensações instantâneas que salvam os dias e proporcionam as sensações mais equivocadas possíveis é que conseguimos soltar os pés do chão e flutuar pelos lugares mais inusitados e permeáveis. Brinca-se com as palavras, com as juras e com os desejos para dar leveza ao que se sente. Torna a hora calorosa quando há certeza de partidas. Levar os sonhos no sorriso e ser vigiado a todo o tempo para não dar vez à ilusão. Depois que tudo passa, que a vida real volta a girar no seu contexto todo insatisfeito de responsabilidades, a gente sente um aperto no peito, uma vontade de agarrar o verão pelos pés e não deixar que passe tão cedo. É difícil desgrudar do sol, dessa estação que causa euforia, que vira o cotidiano de cabeça pra baixo e que nos deixa sobre um eixo todo confuso. Principalmente quando, no meio de toda essa bagunça, surge a presença da afinidade, de companhias que nos duram o tempo necessário para gerar lembranças. Boas lembranças e uma saudade gostosa que não sabe bem quando será recompensada, mas que tem a certeza que ficará guardada como recompensa dos dias felizes proporcionados.