quinta-feira, janeiro 22

Vida, viva.

Sem precisar de embalagem, fita de cor e cartão de felicitação, a vida surgiu como presente extraordinário, cheio de adornos e com grandes ou pequenas pretensões. Poder partilhar é algo cujos méritos poucos entendem. Deixa-se passar e desperdiça-se o que realmente pode ser válido: os bons sentimentos, as conquistas e o momento. A preciosidade do tempo é tão lamentada, discutida, poucos são os que põem em prática o hoje. Este vale muito mais do que ontem, amanhã, depois. A falta de tempo e de experiências comutativas é tão presente no nosso dia a dia que até a troca de sorrisos é esquecida ao primeiro BOM DIA, isso se estende ao boa tarde e aos demais cumprimentos. O dia passa e você perde tempo com cálculos, irritações, desequilíbrios e tristezas. É difícil manter-se constante, pois as adversidades por vezes nos tornam assim, meio que amargos, distantes e a zelar pela tal da discórdia. Nada na vida é fácil, mas nem tão difícil quanto parece. Uso da teoria de que o hoje é mais importante, dádiva preciosa e delicada que nos possibilita inúmeras sensações que podem ou não nos dar um sentido mais amplo. Não incluo nenhum tipo de assunto específico para minhas palavras, mas falo de um modo geral, afinal, ao tratar de VIDA não há colocação inócua. Seja quem quer que esteja, permaneça e conviva ao seu lado terá sempre defeitos, mas ao mesmo tempo razões para que tudo seja inoportuno. Cada um sabe onde seus problemas são capazes de interferir em um relacionamento humano. Se permitir ao novo, convidar-se a viver é impetuoso, desafio estarrecido, oportunidade inviolável que se pode e deve adquirir como meta. Não espere por incentivos, crie, escute vozes, estas se chamam forças de vontade, quando se permite, elas gritam. Pare e ouça. Não seja mesquinho, nas mãos encontra-se o maior e melhor bem. Ao lado, alguém que também foi escolhido entre milhões, e, se perto está, é para compartilhar. Em tudo que o cerca há sentido, e não haverá a melhor pessoa do mundo para julgar quem ainda não o sorriu. Estender a mão é um ato individual vinculado à vontade, quem não usa do bom sentido, do amor cogitado, não entende os efeitos da vida, mas se acomoda aos olhos do mundo. Limitar-se é não conseguir entender que o sol nasce no outro dia.