domingo, junho 24

Carta




Meu amor,


Zigmunt Bauman nos diz que passamos a vida tentando entender duas coisas: o amor e a morte. Entretanto, nos afirma que cada uma delas só pode ser entendida quando vivenciada. Seus mistérios, suas sensações são consentidos de maneira que a gente só pode aprender depois da experiência. Enquanto um deve ser o fim, o outro, o AMOR, é o inicio de uma série de coisas que nos levam a sermos novos, a nos conhecermos e a termos a oportunidade de dividirmos a vida nobremente, a dois.


Depois que te conheci todas as certezas que eu tinha sobre o amor tornaram-se impressões. O amor que eu achava ter sentido tempos atrás não era metade desse sentimento humano que sinto hoje na tua presença, na tua ausência, no nosso cotidiano, nas nossas afinidades, felicidades diárias e tristezas também, por que não?!

Era clichê e piegas dizer que cada panela tem sua tampa ou sonhar com aquela alma gêmea que faz a gente ter certeza de um paraíso quase concreto, porque paraíso mesmo é este abraço real, este olhar carinhoso, essa maneira de me dedicar e te dedicar amor da forma mais sincera que vivemos.

Pois bem, torno-me piegas, sonhadora e clichê ao atestar a quem quiser ouvir/ver que encontrei a tampa da minha panela, o par mais imperfeito que Deus poderia me dar, e digo IMPERFEITO porque seria chato demais viver a perfeição, o estático, diante da minha hiperatividade em adorar surpresas, em não temer os deslizes, os erros mais bobos que nos tornam e tornarão peregrinos desse AMOR que me enche de alegria ao sentir que é você.

Ratifico mais uma vez: a minha melhor sensação de poder neste século XXI  banal e descrente de sentimentos, é viver essa realidade de sonhos que esperei a vida toda para concretizar, hoje, Marcelo, o nosso AMOR é a recompensa das vidas que DEUS resolveu nos presentear.

O nosso encontro é a certeza de que o AMOR ainda existe e que vale muito, mais muito a pena ser vivido.

Te amo, sem medo.

Sua Lua.