segunda-feira, julho 18


Todas as decisões podem ser revertidas e reavaliadas quando há mais sentimento do que razão. O tempo, fiel escudeiro, para o bem e para o mal, nos ensina a abrigar o que verdadeiramente desejamos. Se agimos contra a maré do nosso coração, futuramente nos sentiremos arrependidos por não termos dado conta - a tempo - da razão. Tem horas que somos movidas artificialmente por ela, onde o medo é o protagonista, nos empurra com a barriga até chegarmos aonde ele quer.

É preciso coragem para arriscar e se permitir viver um amor, é preciso deixar de lado a ânsia das certezas e partir com as dúvidas, embora, mais na frente, as coisas não venham a ser do jeito que desejamos.

 A vida é feita de riscos, se não conseguirmos abrir mão dos nossos apegos, das nossas posturas centradas e racionalizadas, nunca seremos felizes verdadeiramente.

Há de se ter ousadia para amar e ser amado, esperar que ele ( o amor) chegue sem que se esforce para ser feliz, é apenas ver o rio passar, sem se quer tentar desafiar sua correnteza, o seu real percurso.

Não aprendi que o amor é constantemente terno, nem que ele é movido por sentimentalismo  vinte e quatro horas por dia, o que aprendi,  pelo meio do caminho – porque nunca consegui chegar até o final – é que o amor tem se revelado cada vez mais  perene na sua animosidade, na sua forma peculiar de girar os nossos sentidos, de nos causar dúvidas e vulnerabilidades.

O amor não é status de certeza, mas de constante conhecimento e superação.  Se não arriscarmos, não conseguiremos chegar perto do que supostamente ele possa vir a ser.