sexta-feira, julho 8

Oração



Carolina hoje me lembrou sobre o poder da oração. Eu que fui criada em pleno catolicismo, tinha esquecido e atropelado essa força revigorante e mágica para o caos do cotidiano.
Meditei com o coração a fim de anular a aflição do dia. Ele é o lado divino que muitas vezes se sobrepõe ao laico. Peso, medida, causa, conseqüência, teoria: racionalizar. Pedido dos dias.
Toda razão é merecida quando há mais certezas do que dúvidas. A cada pergunta que me faça, uma resposta concisa reaparece para invalidar todas as ações posteriores à reflexão.
Pudera, o desequilíbrio é um passo com foco no abismo. Um vácuo injusto entre seus desejos e a realidade. Não há estrutura que suporte a conseqüência dos atos.
Na conversa do meio dia, Carolina, que talvez não tenha percebido, me trouxe a receita de um fortificante que estava apenas engavetado, sem muito uso diário. Baixinho, como quem fala para dentro, fui conversando com Deus e com aquele Eu banalizado e perverso que faz a gente se perder no desatino do dia.
No lugar da inquietação, me veio a brandura e a calma. Serenei a escolha e me senti mais forte do que sou.
O AMOR, esse que nos envolve por dentro e por fora é mesmo o maior DEUS que existe, por isto,  estará sempre presente em mim. Oração diária!

À Carolina, um abraço apertado de gratidão.