domingo, maio 29

Do lado de cá.

Na terceira pessoa do singular tentava pra si oportunidades e chances que não se fizessem perdidas antes mesmo de tentar. Tentou, tentou seguir alguns sinais que dizem ser paixão que de tão bem absorvida nasce sem regras, mas com prazer e grandes estímulos. Não adiantou. O romance escondido e os pensamentos perdidos se desfizeram sem que ela sentisse de onde vinha, para onde queriam ir. Há certas coisas que vão mais além, e eu que costumo falar sempre do coração percebi que nem sempre ele é constante nas suas decisões. Para falar a verdade dessa vez ele foi infiel com os meus princípios. Optei por ficar, permanecer na minhas fases indisciplinares de deixar que o tempo se encarregue. Ele mesmo, esse amigo que não faz par comigo e me deixa sem saber do que fazer agora, depois que tudo se findou, mas os ponteiros continuam ali dispostos em suas passagens, remediáveis e com a hora certa, mesmo que ainda não seja a minha.




"Pense alto e voe pra casa..."