domingo, março 13

QUIMERA



Dou vida às palavras que existem em mim, e elas me acordam com sentimentos. Se é preciso coragem pra viver, imagina o quanto disso deve existir diante de dificuldades e emoções que nos desafiam constantemente?

É o amor, a paixão que nos segue e nos cabe em qualquer momento da vida, mesmo que a gente o insulte, o maltrate como forma de querer expulsar o que não tem tanto jeito assim, e apenas nos envolve com uma fina película. A blindagem total não existe quando se trata do que se adquire pelo outro. Não ouvi falar até hoje de quem fosse protegido por total do amor.

Fui protegida por pensamentos hoplitas, voltei desfeita, quem sabe até refeita, mas sem entender se valia a pena tecer coragem - de novo- para um coração maltrapilha e ainda desfigurado.

Ideias se contradiziam e me enchiam de um desejo sem nome. Busquei trafegar pela razão e todos os sinais vermelhos não tinham a força que o lado esquerdo do peito retia pra si. Tenho silêncios feitos e paisagens inacabadas que me consomem de respostas antes mesmo das perguntas, tornei-me medrosa a elas. Defesa, deve ser.

Que atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou por um sorriso que parece até ser encaixe do seu. A certeza caiu no quase querer e encontrou armadilhas para se prender ao próximo.

No século 21, em plena revolução de sentimentos, um coração em estado de volúpia não se resguardou de um pedido solicito e racional e se entregou mais uma vez no ritmo romântico e de nada ponderado de todas estas emoções que ficou nas entrelinhas.