segunda-feira, janeiro 24

De novo, amor

No meio do meu caminho você surgiu. Apareceu do inacabado daquela hora, do fim do dia cansado e trôpego.

Você, menino, que ainda não posso revelar o nome, de uma hora para outra tomou o meu espírito de uma esperança ingrata. Não estava nos meus planos te encontrar nesse tempo, no seu beijo disfarçado de cura, nos seus olhos marejados de desejo.

Preciso ser discreta ao te sorrir, não posso confessar o embaralhado da minha surpresa, o contar das horas para te ver de perto, de novo, contente, imune. É um ponto no meu infinito tenso, desacreditado, cruel. São tapetes de estrela no meu coração maculado , entendes? Estrelas cadentes me cobrem os olhos, e a elas eu faço meu único pedido: Você!

Menino, meu menino, o meu segredo velado no nosso disfarce, o seu sublime céu de nuvens claras me levam de novo a querer o amor. Ele parece estar perto, bem perto...

Delicadamente, assim... Como quem não espera que a paixão aconteça, você levou de mim as borboletas e trouxe um verão encantado, encarnado , especulador de ti, num desencontro de mim.