sexta-feira, dezembro 24

2010

Vou ficar com a retrospectiva de 2010, mas não vou compartilhar do sentimentalismo natalino, apenas, pelo fato de ser Natal. Quem tem o habito de escrever sobre sentimentos, pode manifestar sem qualquer peso na consciência o seu lado nobre e plebeu de reconhecer e viver a vida que nos é ofertada durante 360 dias.
Se é nobre reconhecer, eu me aproprio do amor que dediquei e recebi, das atitudes que tomei, das pessoas novas que conheci e daquelas que se reafirmaram ainda mais esse ano. Eu me aproprio das minhas falências múltiplas expostas pelos meus erros, pela tristeza, pelas minhas falhas. Afinal, quem não chega a fraquejar nessa vida, não se conhece.
2010 não teve preço, teve coragem, ousadia e força. Foi o ano em que concretizei sonhos, o ano em que  descobri a força que não conhecia. O ano em que eu apostei mais de mim do que o esperado, e, que além do fim, dos dias ousados de tristezas e desânimo, eu pude acordar com a empatia pelo próximo, com credibilidade para o novo amanhecer... O ano em que mais um amor, não era amor, era mais de mim do que o outro, sem qualquer identidade com o futuro que apostei... O ano em que a "pipa" voou sem retorno.
Foram apostas em seres humanos, nos seus valores, nas suas potencialidades e nas minhas palavras. As palavras que foram/são salvaguardas das minhas fraquezas. O orgulho que continuou sendo o meu escudo. Batalhas vencidas pela razão foram poucas, Guerras perdidas para o coração foram muitas.
Os dias que passaram, as horas incontáveis e contáveis daquele relógio imaginário que faz a gente ser torpe de alegria ou tristeza, dos momentos que não se descreve, mas que a lembrança e os sentimentos são capazes de atestar, me impossibilita de qualquer narrativa. No ano de 2010, existiram claros nomes que me foram indispensáveis, principalmente, num ano em que o êxtase da conquista, da montanha russa de felicidade e decepções me fizeram crer que a vida é este desatino insuspeitável, capaz de fazer a gente amanhecer sem razão e seguir pelo tino de tantos planos...
Noites felizes para nós que somos resultados dessa vida cheia de contradições, e mais um cálice de amor para todos os corações que estão presentes por aqui, tão cheios de sonhos e margeados pela delicada força de serem nobres ao AMOR.

FELIZ NATAL.
Flores...

PS: Além de todos os meus amigos que estiveram comigo, eu agradeço a escritora Martha Medeiros, por ter me permitido a partir da sua literatura (livro "FORA DE MIM) obter força naquele momento de desalento para o meu coração.
Música: Risos e Memórias – Pedro Mariano