quinta-feira, março 3

Desintoxica

Frequentemente deve-se se eliminar, acrescentar e repensar novas formas. Há pesos que não são os exercícios físicos que eliminam, mas o perdão que alivia. Sabe aquele “deixa pra lá?”; “virar a página”; “rir disso tudo”. Não há nada que deixe o corpo mais pesado do que um coração cheio.
Por vezes, a gente critica tanto, que esquece de olhar para si e, quase sempre, não é o outro que está errado, mas a sua maneira de olhar pra ele e esquecer que você também tem suas fraquezas, os seus deslizes, as suas falhas.
Vejo os discursos das redes sociais serem intercalados entre o veneno e o amor. Como pode um coração tão envenenado (que deseja que as pessoas paguem, sumam, que falam só de inveja, de raiva, de vingança, de que fulana(o) é cobra, de traição) achar que aí dentro, bem dentro, existe mais amor do que no outro?Tantas vezes, a gente precisa mesmo é viver lá fora para se desintoxicar desses meios virtuais que envaidece o ego e nos faz achar que somos donos das verdades que a gente cria.
E já que somos nós que a criamos, só cabe a nós digeri-las, não mais a ninguém. Um dia eu também criei as minhas verdades, e quis em alguns momentos que elas fossem engolidas goela a baixo.
Mas uma coisa a gente aprende, cuspir do veneno que a gente alimenta, não mata o outro, mas a nós mesmos.
Mais função social por aqui, menos, bem menos ataques, farpas e (in)diretas.
Essa não é uma verdade, é uma reflexão sem causa, pra gente tornar a time line mais leve também, já que a vida sempre pede bis.
Antes de pedir que Deus te livre da maldade do outro, que ele também possa te livrar da tua.