terça-feira, março 23

O destemido amor ao temido orgulho.


Estas triste, não é?! Eu sinto. As palavras têm esse poder de nos impressionar tanto com tristeza, quanto com a alegria.
Na verdade, você está agoniado com as emoções que foram sufocadas pelo seu orgulho, ele é o antidoto certo para as suas demonstrações, para você ponderar o que tem a externar e o pior remédio para o teu lado interior. Te corta as emoções, te proibe de ser quem você realmente é!
Uma luta entre você e você mesmo! O orgulho é uma forma de adutério, ele não pode ser dócil quando você o torna selvagem, e o faz arrancar o que nem nós mesmos queremos. Ele nos remete guarda para os nossos medos, nos recua das sensações e nos priva de sentir o que o coração estabelece... E aí, quando o coração não funciona, a cabeça adoece, ficamos tristes, decepcionados, angustiados.
Às vezes eu queria poder dar imunidade ao coração, o que é difícil, se é ele que impulsiona a viver, não tem como deturpá-lo.
Você diz que tenho medo da solidão, mas você também tem. Tem tanto, que essa sua busca pelo amor é sempre motivada por alguma coisa que torna seu coração mais soberano de si, ele te exalta os sentidos e você tem um encontro maior consigo.
O coração faz a gente se encontrar com nós mesmos quando estamos completamente perdidos e é por isto que nos sentimos tão felizes quando estamos apaixonados. Não é apenas porque encontramos – supostamente – o amor, mas porque nos encontramos.
O ser humano foi feito para o AMOR, a humanidade é que tem criado o avesso dele e se desencontrado dos bons sentimentos para dar vez a tristeza, a desilusão.
Salve o seu orgulho dos recônditos de um ser vazio, traga-o para o lado imune da tristeza onde o amor reside e nada mais pode ter espaço, encontre-se com você, antes de despojar orgulho nos seus abraços disfarçados de ausência.